Aquicultura com reprodução artificial de peixes é a face visível do mega projecto de 40 milhões de euros, a nascer em Alcobaça: o Ecoparque dos Monges.
É preciso vender milhares de peixinhos de aquário, a que juntam alguns mais crescidos, prontos a viver em lagos, para conseguir facturar, pela venda de peixes ornamentais, 160 mil euros. Um valor que traduz a multiplicação das vendas nestes três anos de trabalho da empresa Bosque do Alcoa (com dois anos e meio de vendas), mas que “precisava de duplicar para ser rentável”, admitiu Isidro Alves, sócio-gerente da empresa, actividade que divide com o irmão, Alexandre Alves.
Com um laboratório e condições tecnológicas que permitem que esta empresa seja a única na Península Ibérica a fazer a reprodução artificial semi-assistida de peixes (pelo menos a única que o empresário conhece devidamente legalizada), a produção de peixes ornamentais acaba por ser a primeira das valências de um mega projecto turístico, cujo investimento vai rondar os 40 milhões de euros. O Ecoparque dos Monges, que será gerido pela empresa Bosque do Alcoa e que se quer assumir como âncora de excelência no sector turístico, apoiado no prestígio do Mosteiro de Alcobaça.
Uma ideia que surgiu da constatação do óbvio: há um fluxo de turistas permanente que visita a região Centro do País, nomeadamente Fátima, Nazaré e os mosteiros de Alcobaça e Batalha, mas que não pernoita. “Mais de metade dos turistas que vem a Portugal, passa por aqui mas não fica mais do que um dia. Vamos dar-lhes motivo para ficarem”, explica Isidro Alves.
Para isso hão-de servir os cerca de 10 hectares quase até às portas do Mosteiro de Alcobaça, que no passado serviram de granja para o cultivo de arroz para as monjas do Convento de Cós. É aqui que vai nascer o Ecoparque dos Monges.
Inicialmente, admite o promotor, a ideia era ter tudo pronto para aproveitar o Euro2004. A burocracia trocou-lhe as voltas. Apesar disso, o empresário não se queixa e admite mesmo que tem sido um privilegiado, na medida em que todos os governos têm reconhecido a importância estratégica do projecto, integrado no programa Piter II (promoção turística). Tendo em conta a dimensão do parque, e apesar de todos os atrasos, Isidro Alves até acredita que o projecto tem andado a uma velocidade razoável. Está na fase de aprovação do projecto financeiro e ainda este ano o empresário espera começar a construção.
Reportagem completa na edição nº 15 da REVISTA
, de Abril de 2006


















