Quantas garrafas é preciso produzir numa fábrica da Vidrala para que uma se parta? Um milhão, assegura Jon Ander De Las Fuentes, director económico do Grupo espanhol e, por inerência, administrador da Gallo Vidro, unidade produtiva que o Grupo mantém na Marinha Grande.
Um número de que o administrador se orgulha, lembrando que, há poucos anos a resposta poderia ser apenas mil garrafas até que uma se partisse. Uma estatística que pode dizer pouco a quem está de fora da produção de vidro, mas que cristaliza a forma como a Vidrala tem feito investimentos constantes para aumentar a qualidade do produto final. E não só.
Os últimos anos, como lembrou Jon Ander De Las Fuentes, foram de fortes investimentos, sobretudo para diminuir as emissões de dióxido de carbono e enxofre para a atmosfera e aumentar o isolamento de ruído. Tudo para minimizar os impactes no ambiente e, no caso marinhense, na população, uma vez que a fábrica está dentro da malha urbana.
À qualidade ambiental irá somar-se uma optimização de processos e, sobretudo, a possibilidade de produzir melhor. Isto é, produzir utilizando cada vez mais matéria-prima oriunda de vidro reciclado e reduzindo o consumo de energia.
Algo que só será possível com a introdução de fornos de última geração, explicou à
Jon Ander De Las Fuentes . E é isso que será feito na Gallo Vidro, estando prevista a modernização dos seus dois fornos entre 2010 e 2011. “Por cada tonelada de vidro fundido poderemos poupar entre 15 a 20% no consumo energético”, estimou o administrador. E reduzir as taxas de emissões para a atmosfera, reforçou ainda. Com melhoria de produto final e, em teoria, possibilidade de aumentar a produção.Reportagem completa na edição nº 50 da revista
, de Março de 2009

















