“Muitas vezes só quando as empresas estão moribundas é que nos chamam para fazer a reestruturação, e nessa altura só um louco ou alguém sem alternativa é que faz essa tentativa”, adverte o especialista Paulo Bento, em entrevista à
. Para o consultor e professor universitário, um dos problemas em Portugal é que a maior parte das empresas não se liberta da gestão familiar, o que acarreta vários outros problemas, como o da governação e da sucessão. Por tudo isso, Paulo Bento defende processos de M&A não só para a sucessão mas também para redimensionamento das Pequenas e Médias Empresas (PME).
“É preciso desmistificar e democratizar as M&A às PME numa lógica IKEA, pois não será a banca de investimento a fazer isso”, considera, esclarecendo que “temos de encontrar players intermédios para aconselhar e ajudar as empresas nessas operações”. Os processos de M&A são desconhecidos no nosso País, em parte devido às poucas empresas com dimensão. “E quando acontecem, é frequente ser a banca de investimento estrangeira a liderar as operações, cobrando fees brutais”, adiantou.
No nosso País também há pouca tradição em preparar as empresas para serem vendidas ou eventualmente para uma fusão, ao contrário do que acontece no paraíso das M&A, os EUA, onde as empresas são criadas para serem vendidas em cerca de três anos.
E de que forma será possível intervir para reestruturar e fazer o turnaround? E será possível ser realmente competitivo?
Entrevista completa na edição nº 56 da Revista
de Setembro de 2009

















