Uma fiscalidade especializada em cobrar e que se torna sempre mais gravosa para as empresas. É este o diagnóstico de advogados, fiscalistas e empresários. Haverá solução?
“A nossa fiscalidade é disléxica, não é orientada para a realidade, nem para a criação de riqueza”. Um diagnóstico cru que serviu de nota dominante à intervenção de Tiago Caiado Guerreiro, fiscalista, orador convidado da Conferência
/ ISLA subordinada ao tema “Como a fiscalidade pode aumentar a competitividade das PME?”
Esta iniciativa, que decorreu ontem, quinta-feira, no auditório da AIDA - Associação Industrial do Distrito de Aveiro, em Aveiro, perante mais de seis dezenas de empresários e gestores, é a primeira de várias congéneres.
Dando continuidade a uma parceria que esteve na origem de vários ciclos de conferências de cariz económico com um forte sentido prático – orientadas para as empresas – a
e o ISLA avançam agora com o ciclo Conferências de Estratégia. Seguir-se-ão novos oradores e iniciativas em várias capitais de distrito do Centro do País, tal como Coimbra, Leiria, Santarém e Guarda.
Além do diagnóstico, Tiago Caiado Guerreiro apresentou também um conjunto de sugestões práticas, quer ao nível do que é necessário a administração fiscal alterar, quer do ponto de vista dos empresários. Ideias de que faremos eco na edição de Fevereiro da Revista
e que incluem, por exemplo, sugestões de como investir em Portugal e beneficiar das vantagens dadas ao investimento estrangeiro.
Menos pessimista quanto à relação dos contribuintes com a administração fiscal Gonçalo Avelãs Nunes, advogado e docente do ISCA, defendeu que o bom planeamento deve começar a ser feito logo no momento de constituição das empresas. E advogou a necessidade de reivindicar condições de flexibilidade para o cumprimento das obrigações fiscais, sobretudo para as PME. Essa sim uma forma de “aumentar a competitividade” das nossas empresas.
Coube ao economista e empresário Jaime Antunes demonstrar as dificuldades práticas de quem investe em Portugal. O empresário partilhou com a audiência algumas das suas “andanças” com a administração fiscal, lembrando a quantidade de taxas que se abatem sobre os empresários e a morosidade da Justiça. E concluiu, em tom provocatório, que “O contribuinte tem de ponderar se é melhor defender-se ou comprar o fiscal das finanças”.
Este ciclo de Conferências terá continuidade já no próximo dia 25 de Fevereiro, em Coimbra, com uma nova iniciativa subordinada ao tema “Que novos financiamentos existem para as empresas?”


















