conta-lhe a história e o esforço dos que continuam a acreditarSerá preciso ser louco para criar empresas em plena crise mundial? Dificilmente nas últimas décadas terá havido condições tão adversas. No momento do quinto aniversário da
fomos conhecer os audazes que continuam a lutar todos os dias (e noites) para não baixar os braços. Em que acreditam estes heróis? O que os move e os faz continuar, apesar das múltiplas adversidades? O futuro escrever-se-á por gente que escolhe o caminho mais difícil e, neste caso, aposta “o pescoço” numa ideia em que acredita.
Para ilustrar o empenho e perceber os entraves de quem começa contamos a história de Carlos Santos e Rui Matos e a forma como estão a dar forma à Recypolym, empresa de reciclagem nascida em Mortágua. E também a aventura de Carlos Amorim, cujo plano envolve investimento de 1 milhão de euros e uma aposta rara na investigação feita em Portugal.
Os super-homens do plástico
Carlos, 28 anos, licenciado em gestão e Rui, 32 anos, licenciado em engenharia mecânica são a alma e os braços da Recypolym. Os dois sócios assumem vários papéis na empresa que criaram e, além de serem responsáveis pela gestão, são também eles quem troca os dias pelas noites a alimentar a máquina de reciclagem de plásticos usados (na sua maioria provenientes de pára-choques automóveis).
Embora criada no auge da crise, a Recypolym não tem tido mãos a medir, exporta desde a primeira hora – o primeiro carregamento foi vendido para Espanha – e mais venderia se conseguisse produzir.
O momento chave que deu o empurrão final no projecto foi uma candidatura ao Ninho de Empresas de Mortágua. Assegurados um espaço e serviços sem custos e uma ajuda de 10 mil euros da Câmara de Mortágua, Carlos e Rui criaram juntos a Recypolym, com um investimento de 100 mil euros, difícil de arranjar porque, no princípio, tiveram dificuldade em ser levados a sério pela banca.
Um milhão para criar tecnologia
Também Carlos Amorim, 37 anos, partilhou com a
as dificuldades em criar uma empresa, com a particularidade de a Abban se dedicar à investigação e ser, para já, impossível avaliar os seus tangíveis. Apesar disso, o projecto conseguiu o impressionante apoio de 700 mil euros a fundo perdido por parte do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Na totalidade, para já, o projecto envolve investimento de um milhão de euros. E, embora o negócio ainda esteja no segredo dos deuses, Carlos Amorim quer apresentar a versão beta do produto nascido da investigação da Abban ainda este ano. Reportagens completas na edição nº61 da Revista
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