Na última década Portugal perdeu mais de um quarto da indústria de calçado, a avaliar pelos números da Apiccaps - Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes e Artigos de Pele e seus sucedâneos, depois de quase três décadas de crescimento contínuo. Perdas que se verificaram tanto em volume de produção, como em valor e em número de pares produzidos. Situação que se tem agravado com a crise, como comprovamos com as notícias de encerramento de empresas do sector.
Depois dum pico de produção – em 1994 a indústria nacional produziu 110 milhões de pares de sapatos – a mudança tornou-se imparável. As multinacionais estrangeiras fizeram as malas e puseram pés ao caminho para paragens mais rentáveis.
E hoje, o que se passa no sector? Em época de fechos anunciados, a
mostra exemplos de quem consegue dar a volta por cima. Por um lado a empresa familiar, que vai já na terceira geração e que conseguiu crescer com verdadeira inovação. Na Mariano Shoes até a pele de galinha serve para fazer calçado. Por outro, a Ecco’ Let, investimento multinacional que deveria ter fechado portas e, afinal, conseguiu transformar-se no cérebro da casa-mãe dinamarquesa.
Reportagem completa na edição número 62 de Março de 2010 da Revista



















