Para inverter a balança comercial portuguesa o Ministro da Economia quer mais e, sobretudo, melhores, exportações. Na Conferência
Vieira da Silva traçou as nossas debilidades e definiu sectores-chave para crescermos
“Onde antes exportávamos paletes e pasta de papel, hoje exportamos papel de cópia da melhor qualidade e somos líderes”, exemplificou José Vieira da Silva, ministro da Economia. Foi através da evolução protagonizada pela fileira florestal que o governante deu a resposta mais cabal à grande questão que o trouxe a Leiria: “Que rumo para a economia portuguesa?”.
Vieira da Silva foi um dos oradores da conferência organizada pela
e pelo ISLA - Instituto Superior de Línguas e Administração e, perante uma plateia de mais de duas centenas de pessoas, entre empresários, gestores e autarcas, definiu os sectores de futuro para o País. A saber: fileira florestal, energias alternativas e turismo.
Além destas prioridades, Vieira da Silva identificou as principais debilidades do País. E assumiu culpas para o Estado, nomeadamente admitindo que ainda estamos num País com excesso de burocracia, onde a Justiça não funciona com a velocidade desejável e onde temos entre mãos o problema das contas públicas para resolver.
Esta é, definiu, uma das prioridades do Estado. “O desafio de curto prazo tem a ver com estas três dimensões, honrar os nossos compromissos do ponto de vista do equilíbrio das contas públicas, fazê-lo com a maior compatibilização possível com a recuperação económica e, ainda, talvez um pouco mais difícil, fazê-lo a par com o aprofundamento da modernização do nosso padrão de especialização”, disse.
Com um discurso menos optimista, António Nogueira Leite, economista e administrador executivo da CUF, lembrou que são antigos os problemas do crescimento doPaís, que vem divergindo nos principais indicadores económicos dos outros países da zona Euro. E, defendeu, a pouca produtividade do País continuará, a longo prazo, a ser determinante para o nosso mau desempenho. Apesar de falta de produtividade e da dependência energética do País,o economista deixou uma nota positiva para o futuro. É que, afirmou, “a boa notícia é que há convergência entre os interesses de Portugal e os interesses da Europa”.
Nesta que foi a terceira conferência do ciclo de Estratégia da Revista
e do ISLA, foi ainda possível ouvir o empresário Jorge Santos, lider da Vipex, partilhar as dificuldades e, sobretudo, as soluções para o sucesso das empresas. Usando exemplos concretos, o empresário demonstrou de que forma a capacidade de perceber as necessidades do cliente é fundamental. E deu o mote para o sucesso das empresas industriais: é fundamental que saibam aproveitar os seus recursos.


















