Como fez fortuna, os projectos futuros e a desilusão com o País. A história de José Berardo, contada pelo próprio, num exclus
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Quando foi comprar a mobília para a sua primeira casa, na África do Sul, viu um quadro na parede da loja que lhe chamou à atenção. Como não falava inglês, pediu à mulher que o negociasse. Levou-o para casa e quando o foi fixar na chaminé da sala, disse à mulher: “Já fomos enganados. Isto não é um quadro, é uma impressão”. A resposta surgiu de imediato: “Claro, se quiseres o original tens de o comprar no Louvre, a Paris”. Tratava-se de uma reprodução da Mona Lisa e foi, segundo José Berardo, “a minha primeira «obra de arte»”.
O homem que há 39 anos não conhecia a Mona Lisa, é hoje dono de uma das colecções de arte mais valiosas do País. No Centro Cultural de Belém, em Lisboa, tem expostas mais de 70 correntes artísticas do séc. XX. Na lapela do casaco usa um pin com a inscrição “culture for life”- cultura para a vida. E a vida de José Berardo, ou Joe Berardo, como gosta de ser conhecido, é uma incógnita para muitos, que desconfiam da forma como este homem fez fortuna. Em Portugal tornou-se uma figura mediática em 2006, quando se colocou ao lado da administração da Portugal Telecom contra a OPA de Belmiro de Azevedo. Mais tarde haveria de conquistar ainda mais protagonismo, nas lutas fraticidas pelo poder dentro do BCP. Virou as costas ao conterrâneo e líder histórico do banco, Jardim Gonçalves (vão processar-se mutuamente), e tomou partido por Paulo Teixeira Pinto, presidente executivo. Durante essa batalha, foi aumentando a sua posição no banco, chegando mesmo a deter cerca de 7%. Hoje, perde milhões, todos os dias, quer no BCP, quer nos restantes investimentos que tem em várias praças financeiras. “Não digo quanto é que estou a perder, mas claro que faço contas todos os dias e claro que estou a perder muito dinheiro. Mas quem não está?” – pergunta.
Reportagem completa na edição da revista
nº 44, de Setembro de 2008
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