INVEST - Revista invest

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Tamanho padrão da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte
ENTRADA NOTÍCIAS Negócios Os alfaiates que lideram a indústria
Faixa publicitária

Os alfaiates que lideram a indústria

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

Dos tempos da alfaiataria guardam a possibilidade de fazer fatos “à medida”. O futuro passa pelos mercados emergentes

Primeiro eram dois irmãos alfaiates, a ajudar o pai. Depois juntaram mais dois e, explica Alcino Rafael, “perceberam que poderiam traduzir a arte de alfaiataria para a produção em série”. Claro que o actual presidente da Dielmar conta esta história “em segundas núpcias” pois, embora já fosse nascido, a história foi vivida pelo seu pai e pelo seu tio, em conjunto com dois sócios.
É preciso recuar até aos anos 60 do século passado para perceber a forma como quatro alfaiates deram corpo à Dielmar, empresa nascida em Alcains, Castelo Branco, assente na importância dos pormenores que caracterizam a alfaiataria tradicional.

Aos irmãos Hélder e Ramiro Rafael, que já trabalhavam como alfaiates juntaram-se Dias e Mateus. Rapidamente perceberam as potencialidades de produzir em série e estava costurada a Sociedade Industrial de Confecções Dielmar.
Hoje, 43 anos depois, é nas mãos da família Rafael que se cose o futuro da Dielmar, 44% do capital para Hélder Rafael e família, outro tanto para o irmão Ramiro e para os seus. Os restantes 12% são da família Dias. De há seis anos para cá, é Alcino Rafael, filho de Ramiro Rafael, quem lidera a empresa, onde começou a trabalhar em 1977.
Foi pouco depois, em 1978, que a Dielmar começou a vestir os franceses, começando por internacionalizar-se através das vendas para o país da alta-costura. Seguiu-se Espanha e vários países, captados nas três grandes feiras mundiais do sector - Alemanha, Itália e França, que seria a melhor de todas e atraía também clientes da América. A estes mercados, conquistados nas últimas três décadas, soma-se agora o Brasil, embora com algumas dificuldades.
“O Brasil tem grande mercado, com grande potencial”, sublinha à INVEST Alcino Rafael, explicando que, por esse motivo, “deveríamos ter acordos que facilitassem exportação para lá, ao contrário do que acontece”.
Na Europa, a Dielmar começa a ceder à tentação de mercados emergentes como a Rússia, embora o presidente da empresa admita a falta de capacidade de promoção no estrangeiro. Apesar de exportar cerca de 55%, apenas 15% desse valor carrega a etiqueta Dielmar (o restante é o chamado private label).
Apesar da evolução tecnológica, e não só, nem tudo se perdeu desde o já longínquo ano de 1965, em que quatro alfaiates deram corpo à sua revolução industrial. Desse tempo, ficou precisamente a possibilidade de fazer fatos por medida, que tanto agrada aos clientes. Com as medidas certas é possível fazer um fato exclusivo, pronto a assentar no corpo do cliente, sem que este se desloque à empresa.
Um serviço que a Dielmar disponibiliza nas suas 10 lojas próprias e também nos outros mercados.
“Líderes de produção no mercado nacional, entre as empresas portuguesas”, como faz questão de definir Alcino Rafael, em 2007 facturaram 15,8 milhões de euros, crescendo 5,5% em relação a 2006. E para 2008, assumiu à INVEST, quer crescer na ordem dos 10%.
Para isso irão contribuir várias estratégias. Além da manutenção e eventual expansão das lojas próprias e do bom ritmo das exportações, há mais trunfos nas mangas da Dielmar.
Um dos mais importantes tem nome de mulher. Anne Gilden é a proposta para senhora, mas no segmento executiva, sobretudo de casaco e calça, que chegou ao mercado há quase dois anos. “Percebemos que fazia sentido ter também senhora”, explicou Alcino Rafael, assumindo a adaptação a um tempo em que elas também trabalham fora de casa e cada vez mais em lugares de chefia. Portugal, Rússia, Espanha, Itália, Singapura são as montras desta nova marca.
Uma marca de óculos que serão distribuídos nas lojas da Dielmar poderá ser o primeiro passo para o mundo dos acessórios, onde se contam também os relógios. Para a nova revolução da empresa.

Séfora C. Silva

Artigo publicado na revista INVEST nº 43, de Agosto de 2008, uma edição onde também se escreve sobre os fatos da Carlo Viscontti (da Amma) e da Enrico Silvanni (da Irsil)

Actualizado em ( Terça, 04 Novembro 2008 10:14 )  


Outros nesta categoria:

Newsletter

Eventos

<<  Setembro 2010  >>
SeTeQuQuSeDo
    1  2  3  4  5
  6  7  8  9101112
13141516171819
20212223242526
27282930   

Pesquisa Google


Pesquisar

PUBLICIDADE

Faixa publicitária

Inquéritos

A partir de 1 de Julho, o Governo quer iniciar pagamentos de portagens nas SCUT do Norte Litoral, Costa de Prata e Grande Porto. É uma boa medida?
 

Galerias

PUBLICIDADES

Em linha

Temos 85 visitantes em linha

Visitantes por países

Totals Top 10
 77% Portugal
 6% Brazil
 6% United States
 < 1.0% Unknown
 < 1.0% United Kingdom
 < 1.0% Russian Federation
 < 1.0% France
 < 1.0% Spain
 < 1.0% Germany
 < 1.0% Norway
Clique duas vezes na imagem,
para ver em modo ''écrã cheio''
INVEST: TV e RADIO live stream

Frases

Miguel Beleza


“O problema fundamental da economia portuguesa é que parece que não sabemos produzir, nem para os portugueses nem para os estrangeiros”

in INVEST, Abril de 2006